A Seleção Brasileira iniciou seu novo ciclo pós-Copa com um empate sob o comando de Carlo Ancelotti, um cenário que, curiosamente, repete um padrão histórico para o Brasil em anos de títulos mundiais.
Apesar de resultados iniciais discretos, como o recente 1 a 1 contra a Iugoslávia, a equipe já demonstrou em outras épocas que tropeços no começo não impediram a glória final.
Em 1955, antes do primeiro título mundial, o Brasil empatou com o Chile após a Copa na Suíça. Dessa fase, surgiram craques como Garrincha, Nilton Santos e Didi, pilares do time campeão em 1958.
O ciclo do tricampeonato em 1970 também começou com um empate sem gols contra o Uruguai, um ano após o fracasso de 1966, mas abriu caminho para a formação de um elenco vitorioso com Tostão e Piazza.
Já em 1990, a seleção começou com uma derrota por 3 a 0 para a Espanha. No entanto, dessa reformulação surgiriam futuros tetracampeões como Márcio Santos e Cafu, que ergueriam a taça em 1994.
A campanha do pentacampeonato em 2002 teve um início modesto, com um empate em 1 a 1 com a Iugoslávia – resultado similar ao da estreia de Ancelotti – e revelou jogadores importantes como Vampeta.
Este histórico curioso oferece um alento à nova fase da Seleção, que busca uma renovação. Ancelotti tenta montar um time competitivo, mas enfrenta desafios como a necessidade de equilíbrio no meio-campo e a pressão sobre um grupo relativamente jovem. No entanto, a trajetória da Canarinho mostra que um começo turbulento pode ser, paradoxalmente, um bom presságio para o que virá.
A situação da Seleção segue sendo monitorada com a expectativa de um futuro promissor, apesar dos percalços iniciais.