Os Estados Unidos e a China anunciaram a redução mútua de tarifas sobre produtos, formalizando um acordo dias após o encontro entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump em Washington. O pacto bilateral é estimado em US$ 30 bilhões para cada lado.
O objetivo principal é fortalecer a cooperação comercial e ampliar o acesso a mercados, beneficiando setores como agricultura e produtos de consumo em ambos os países.
As listas divulgadas abrangem milhares de itens. A China reduzirá tarifas de 1.619 produtos norte-americanos, incluindo commodities agrícolas e equipamentos médicos. Já os EUA farão o mesmo para 77 itens chineses, como eletrodomésticos e fogos de artifício.
Analistas apontam que a medida pode impulsionar o comércio bilateral, embora setores estratégicos como semicondutores e veículos elétricos tenham ficado de fora. A maioria dos produtos listados terá tarifas reduzidas ao nível de "nação mais favorecida", eliminando taxas específicas por país.
Apesar do avanço, persistem as tensões de fundo, como o elevado superávit comercial chinês e a investigação dos EUA sobre a capacidade industrial de Pequim. Contudo, o acordo marca uma distensão, seguindo a redução de tarifas anteriores e a extensão de uma trégua comercial.
A situação comercial entre as duas potências segue sendo monitorada, com possíveis revisões anuais das listas de produtos.