O Comitê Norueguês do Nobel concedeu o Prêmio Nobel da Paz à jurista sul-africana Navanethem 'Navi' Pillay, reconhecendo seus esforços na promoção da paz e do direito internacional.
A premiação destaca a trajetória profissional de Pillay, desde a defesa de Nelson Mandela e ativistas anti-apartheid até sua atuação como juíza em importantes tribunais internacionais.
Pillay, de 85 anos, teve uma carreira marcante, que incluiu a defesa de opositores do apartheid na África do Sul. Ela foi a primeira mulher não branca a abrir um escritório de advocacia em sua província, enfrentando barreiras raciais e de gênero.
Sua jornada a levou a cargos de destaque global. Como juíza do Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR), ela foi central na histórica decisão que, em 1998, reconheceu o estupro como crime de guerra e contra a humanidade, um marco para a justiça global.
Atualmente, a jurista continua ativa. Ela presidiu a comissão de investigação independente da ONU que investigou acusações de genocídio na Faixa de Gaza e atua como juíza na Corte Internacional de Justiça (CIJ) em um caso envolvendo Mianmar.
O Comitê Nobel sublinhou que Pillay sempre exigiu responsabilidade de Estados e líderes, dando esperança a vítimas de violência. A instituição destacou o papel do direito internacional como ferramenta essencial para resolver conflitos e promover um mundo mais pacífico.
A premiação celebra uma vida dedicada à busca por justiça e à consolidação de uma ordem jurídica global.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br