A inflação anual na França disparou em setembro de 2026, atingindo 3,1%, o maior nível em quase três anos. O salto foi puxado principalmente pelos custos de energia.
Os dados, divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Insee (Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos), mostram uma revisão para cima e marcam o pico desde janeiro de 2024, afetando diretamente o bolso dos franceses.
O principal motor foi a energia, que saltou de 16,7% em agosto para 21,3% em setembro, com os produtos petrolíferos registrando um aumento impressionante de 36,2%.
Outros setores também sentiram o impacto. A inflação de serviços acelerou de 1,9% para 2,4%, e a de alimentos subiu de 1,1% para 1,4% no mesmo período.
Na comparação mensal, porém, os preços ao consumidor tiveram uma queda de 0,3%, impulsionada por recuos sazonais em serviços como hospedagem e transporte, que ajudaram a compensar as altas nos custos energéticos.
A situação segue sendo monitorada pelas autoridades econômicas francesas.