Após três meses de retração, a economia brasileira demonstrou sinais de recuperação em agosto, registrando um crescimento de 0,4% em comparação com o mês anterior. O Banco Central divulgou nesta quinta-feira o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), um indicador que busca antecipar a trajetória do Produto Interno Bruto (PIB).
O IBC-Br, que utiliza metodologia semelhante à do IBGE para medir a atividade econômica, também apresentou um aumento de 0,1% em relação a agosto do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice apontou para uma expansão de 3,2%, e o crescimento acumulado no ano atingiu 2,6%.
O Banco Central também divulgou dados setoriais do IBC-Br. A indústria se destacou com um aumento de 0,8% em agosto. Os setores de impostos e serviços também contribuíram para o crescimento, registrando altas de 0,7% e 0,2%, respectivamente. Em contrapartida, a agropecuária apresentou uma retração de 1,9% no mesmo período.
O IBC-Br desempenha um papel importante na formulação da política monetária do Banco Central, influenciando decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente se encontra em 15% ao ano. A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para controlar a inflação, impactando o custo do crédito e incentivando a poupança. O equilíbrio entre o controle da inflação e a promoção do crescimento econômico representa um desafio constante para a política monetária.
Fonte: gazetabrasil.com.br