O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Hamas, sinalizando possível intervenção militar em Gaza caso as mortes de civis persistam. A declaração foi feita em sua plataforma digital, onde Trump expressou descontentamento com a situação na Faixa de Gaza.
“Se o Hamas continuar a matar pessoas em Gaza, o que não era o acordo, não teremos escolha a não ser entrar e matá-los”, afirmou Trump.
As declarações surgem em um momento de crescente pressão internacional sobre o Hamas para cessar a repressão violenta contra a população palestina em Gaza. Recentemente, imagens de execuções na Cidade de Gaza geraram forte repercussão.
Diante da escalada da violência, o comandante do Comando Central das Forças Armadas dos EUA no Oriente Médio, Almirante Brad Cooper, havia demandado o fim imediato dos assassinatos. Ele também reportou a mobilização de “milhares de homens armados” pelo Hamas para consolidar seu controle sobre a Faixa de Gaza durante o período de cessar-fogo com Israel.
“Nós fortemente urgimos o Hamas a suspender imediatamente a violência e os tiros contra civis palestinos inocentes em Gaza”, declarou Cooper.
O almirante também reiterou a ordem para que o Hamas “imediatamente desarme e ceda seu poder sobre a Faixa de Gaza”, uma exigência consistentemente rejeitada pelo grupo. “Esta é uma oportunidade histórica para a paz. O Hamas deve aproveitá-la, recuando totalmente, aderindo estritamente ao plano de paz de 20 pontos do presidente Trump e desarmando-se sem demora”, completou Cooper.
Anteriormente, Trump havia minimizado a repressão do Hamas, comparando o grupo a quadrilhas criminosas. No entanto, o presidente endureceu o discurso ao abordar a recusa do Hamas em se desarmar, emitindo uma “advertência de que a força será usada” se necessário. “Eles vão se desarmar, porque disseram que iriam se desarmar”, disse Trump a repórteres. “E se eles não se desarmarem, nós vamos desarmá-los.” E concluiu: “Eles sabem que não estou para brincadeiras.”
Fonte: gazetabrasil.com.br