O ministro da Defesa da Venezuela declarou, nesta quinta-feira (23), que agentes da Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) estão atuando dentro do país. A acusação surge após a autorização do presidente Donald Trump para que ações de inteligência sejam dirigidas contra indivíduos e estruturas ligadas ao chavismo.
“Sabemos que a CIA está presente na Venezuela”, afirmou o ministro Vladimir Padrino, enfatizando a convicção de que “qualquer tentativa [de desestabilização] vai fracassar”, mesmo que os EUA enviem unidades em operações secretas.
A tensão entre os dois países se intensificou com o envio de navios de guerra americanos ao Caribe, sob o pretexto de uma operação antidrogas. O governo venezuelano, no entanto, considera a ação como parte de um plano maior para derrubar o presidente Nicolás Maduro.
As ações autorizadas pela CIA podem incluir “operações letais” e outras iniciativas de inteligência, com alvos potenciais sendo Maduro e membros do governo venezuelano. Trump justificou as operações secretas alegando que a Venezuela tem enviado drogas e criminosos para os Estados Unidos. Questionado sobre a autoridade para eliminar o presidente venezuelano, Trump se absteve de comentar.
Desde o mês passado, o governo Trump avalia uma possível operação militar, incluindo ataques a estruturas ligadas a cartéis de drogas, com o objetivo final de remover Maduro do poder. Os EUA acusam Maduro de liderar o Cartel de los Soles, classificado recentemente como organização terrorista internacional.
Neste contexto, o governo americano pode considerar o presidente da Venezuela um alvo legítimo ao anunciar ataques contra cartéis.
Na mesma quinta-feira (23), Trump reafirmou que os Estados Unidos devem realizar ações militares em terra contra cartéis, sem mencionar diretamente a Venezuela. Ele declarou que não necessitará de uma declaração de guerra do Congresso para tais ações.
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, reforçou o discurso, afirmando que os militares americanos irão caçar e matar todos os “terroristas” que traficam drogas para os Estados Unidos, comparando-os ao Estado Islâmico e à Al-Qaeda.
Fonte: g1.globo.com