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Venezuela Repudia Ações dos EUA em Fronteira Marítima com Trinidad e Tobago

G1

O governo venezuelano expressou forte condenação ao envio de um navio de guerra lançador de mísseis dos Estados Unidos a Trinidad e Tobago, arquipélago localizado próximo à costa venezuelana. Em comunicado oficial, a ação foi classificada como uma “provocação militar de Trinidad e Tobago, em coordenação com a CIA”.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodriguez, alegou que a Venezuela capturou um grupo de mercenários com informações diretas da de inteligência americana, cujo objetivo seria realizar um ataque de bandeira falsa na região.

O envio do USS Gravely foi anunciado pelo governo de Trinidad e Tobago e o destróier deverá permanecer atracado em Port of Spain, capital do país, até 30 de outubro. Durante esse período, uma unidade de fuzileiros navais norte-americanos realizará um treinamento conjunto com as forças de defesa de Trinidad e Tobago.

A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, tem demonstrado apoio ao governo dos EUA e adotado um discurso crítico em relação à imigração e criminalidade venezuelana no país. O governo venezuelano acusa o novo governo trinitário de servir aos interesses de Washington.

Em resposta, a Venezuela realizou exercícios militares com o objetivo de proteger seu litoral de possíveis “operações encobertas” aprovadas pelo governo dos EUA. O ministro da defesa venezuelano, Vladimir Padrino, informou que os exercícios visam proteger o país não apenas de ameaças militares em larga escala, mas também do narcotráfico e de ameaças terroristas.

As tensões entre Venezuela e Estados Unidos se intensificaram desde que Washington anunciou o envio de navios e aeronaves militares para o sul do Caribe. O governo dos Estados Unidos alega que esses movimentos são ações de combate ao narcotráfico.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ofereceu-se para mediar o diálogo entre os EUA e a Venezuela. A proposta foi feita durante uma reunião com o governo dos EUA. Segundo o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, Lula afirmou que a América do Sul e a América Latina são uma região de paz e que o Brasil estaria sempre disposto a atuar como elemento de paz e entendimento.

Fonte: g1.globo.com

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