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EUA Atacam Embarcação no Pacífico e Aumentam Operação Antidrogas

G1

Os Estados Unidos realizaram um novo ataque a uma embarcação no Oceano Pacífico nesta quarta-feira (29), elevando o número total de ataques a barcos para 15 em pouco mais de um mês. Deste total, oito ocorreram no Mar do Caribe e sete no Pacífico. O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, confirmou que a embarcação era utilizada por “narcoterroristas” e que a ação resultou em quatro mortes.

Segundo Hegseth, o ataque foi ordenado pelo presidente Donald Trump e executado na manhã desta quarta-feira. Ele alegou que a embarcação, assim como as anteriores, era conhecida pela inteligência americana por envolvimento no contrabando de narcóticos, navegando em uma rota de tráfico conhecida e transportando entorpecentes. O secretário afirmou que o ataque ocorreu em águas internacionais, possivelmente próximo à costa da Colômbia, e que nenhum militar americano ficou ferido.

Na terça-feira (28), Hegseth já havia anunciado o bombardeio de quatro barcos em três ataques distintos na mesma região, resultando em 14 mortes. A ofensiva do governo Trump contra o tráfico de drogas na região tem se intensificado, expandindo-se da região do Caribe para o Oceano Pacífico.

Os Estados Unidos justificam os ataques como uma medida para combater o tráfico internacional de drogas, acusando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de liderar um cartel classificado como organização narcoterrorista. A ofensiva, segundo fontes não oficiais, teria como objetivo final a destituição de Maduro do poder.

Os ataques têm gerado críticas de analistas e especialistas. Em 21 de outubro, um grupo independente de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que os bombardeios violam o direito internacional e configuram execuções extrajudiciais. O grupo, nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos, argumenta que os ataques violam a soberania do país sul-americano e as “obrigações internacionais fundamentais” dos EUA de não intervir em assuntos domésticos ou ameaçar usar força armada contra outro país. O grupo expressou grave preocupação com a escalada da situação e seus impactos na paz e segurança da região do Caribe, afirmando ter entrado em contato com os EUA sobre o assunto.

Fonte: g1.globo.com

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