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Grandão: O ‘Síndico’ do Crime na Penha e o Gerenciamento da Segurança do Tráfico

G1

Uma investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou a existência de um gerente geral do Comando Vermelho responsável pelo cotidiano das atividades criminosas no Complexo da Penha. Washington César Braga da Silva, apelidado de “Grandão”, é quem desempenha essa função, sendo conhecido no mundo do crime como o “síndico da Penha”.

Segundo os investigadores, Grandão é o responsável por definir as escalas de plantão para a segurança dos pontos de venda de drogas, organizar o pagamento dos traficantes, estabelecer normas de conduta para a quadrilha, planejar estratégias de defesa territorial e gerenciar grandes volumes financeiros.

Durante uma megaoperação realizada na terça-feira (28), Grandão era um dos alvos da polícia. Ele é considerado um dos membros mais próximos de Edgar Alves de Andrade, o Doca, apontado como o chefe da facção nas ruas. Tanto Grandão quanto Doca conseguiram escapar do cerco policial.

A função de gestor exercida por Grandão lhe confere o poder de determinar as escalas de plantão dos criminosos e de distribuir as informações para a cúpula da facção na Penha através de aplicativos de mensagens. Os criminosos são divididos em diferentes postos e funções, estando todos fortemente armados. Ele também define quem será responsável pela segurança de Doca.

De acordo com a investigação, Grandão também orienta sobre os pontos de contenção armada, como as trincheiras localizadas em áreas de mata, sendo o responsável por dar ordens diretas aos soldados do tráfico na comunidade.

As atribuições de Grandão se estendem à emissão de comunicados sobre normas de conduta, inclusive em atividades recreativas na comunidade da Penha. As ordens incluem a proibição de entrada de criminosos armados em festas no campo de futebol. Mensagens enviadas por Grandão determinam que nenhum traficante pode portar armas no local da festa, com o objetivo de evitar constrangimentos aos moradores. A determinação se aplica a gerentes, “vapor” (pessoas que vendem drogas) ou qualquer membro da quadrilha, sendo proibido o porte de fuzis e o consumo de bebidas alcoólicas no local, mesmo em mochilas.

Fonte: g1.globo.com

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