Uma comitiva do Amapá visitou Maricá nesta quinta-feira, em busca de modelos inovadores para o desenvolvimento social e econômico. A cidade fluminense tem se destacado nacionalmente pelo uso eficiente dos royalties do petróleo, transformando a receita em melhorias na qualidade de vida da população e impulsionando setores cruciais para a geração de emprego e renda. O Amapá, por sua vez, se prepara para explorar novos campos de petróleo na Margem Equatorial.
“Maricá aprendeu com os erros de outras cidades que receberam royalties e não conseguiram diversificar sua economia para o futuro pós-petróleo. Desenvolvemos estratégias para fazer diferente. Agora, o Amapá pode aprender tanto com nossos erros quanto com nossos acertos”, declarou o vice-prefeito João Maurício, durante a recepção à comitiva.
A delegação amapaense foi composta por membros dos poderes Executivo e Legislativo, vereadores de Oiapoque e Macapá, representantes da de Desenvolvimento, universidades federal e estadual, Procuradoria estadual, Tribunal de Contas, Sebrae e empresários locais.
“A visita a Maricá é valiosa. No Parque Tecnológico, por exemplo, vislumbramos como usar os futuros recursos para explorar as riquezas naturais amazônicas, que são vastíssimas. Temos um potencial enorme na pesquisa de fármacos na Amazônia, que pode ser a base de uma nova economia”, afirmou Wandenberg Pitaluga Filho, presidente da de Desenvolvimento do Amapá.
A reitora da Universidade Estadual do Amapá, Kátia Paulino, revelou que o estado já trabalha em uma iniciativa semelhante. “Estamos projetando um parque tecnológico focado na sociobiodiversidade, com o objetivo de impulsionar o empreendedorismo. É gratificante ver que estamos no caminho certo”, disse a reitora.
A visita incluiu o estudo do processo burocrático para o desenvolvimento e uso responsável dos royalties. Segundo Cláudio Gimenez, presidente do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação de Maricá (ICTIM), “Tudo deve ser feito dentro da legalidade. Maricá aprovou uma Lei de Inovação moderna que nos permite seguir esse caminho e criar o ICTIM, que culmina no Parque Tecnológico”.
Celso Pansera, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), orientou o grupo a assegurar os investimentos por meio de legislação. “No Rio de Janeiro, por exemplo, 2% da receita líquida do estado devem ser investidos em pesquisa, via Faperj. Isso está previsto em lei. É fundamental garantir a destinação dos recursos para evitar gastos inadequados”, aconselhou Pansera.
A programação incluiu visitas ao Banco Mumbuca e à Empresa Pública de Transportes (EPT). No Banco Mumbuca, os visitantes conheceram os benefícios da moeda social e sua criação através de legislação. Na EPT, observaram a operação dos “Vermelhinhos”, o sistema de transporte público gratuito da cidade.
O deputado Delegado Inácio, presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Exploração de Petróleo na Margem Equatorial na Assembleia Legislativa do Amapá, concluiu: “Tenho a satisfação de ver o Amapá se preparando para esse investimento futuro. Maricá é um modelo a ser implementado no Amapá”.
Fonte: www.marica.rj.gov.br