Mensagens interceptadas revelam que a facção criminosa Comando Vermelho (CV) planejava investir em tecnologia de ponta para monitorar as ações da polícia. A estratégia incluía a utilização de drones equipados com câmeras de visão noturna e termal, permitindo o acompanhamento das atividades policiais mesmo durante a noite.
A troca de mensagens, parte de uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), expõe a articulação do grupo para adquirir e operacionalizar os equipamentos. As conversas em grupos de WhatsApp detalhavam desde a coordenação da venda de drogas até a organização de turnos de vigilância armada e o treinamento de novos membros.
Em um dos diálogos, um indivíduo identificado como Carlos da Costa Neves, conhecido como Gadernal, expressa a necessidade de atualizar o arsenal tecnológico da facção. “A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?”, afirma, mencionando a compra de drones com capacidade noturna. Outro integrante, Washington Cesar Braga da Silva, o Grandão, concorda com a proposta, ressaltando a importância de adquirir modelos que permitam a visualização em ambientes com pouca luz.
A denúncia do MPRJ aponta que os criminosos chegaram a usar drones para lançar explosivos contra agentes de segurança durante uma operação. Gadernal é apontado como um dos principais líderes do tráfico no Complexo da Penha, com atuação na expansão da facção na região de Jacarepaguá. Ele seria responsável por coordenar a aquisição de armas, drones e outros equipamentos utilizados pelo grupo. Outras 68 pessoas foram denunciadas por ligação com o tráfico.
Fonte: jovempan.com.br