Uma operação policial de grande escala nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, revelou o vasto poderio bélico de facções criminosas, incluindo o uso de fuzis e drones adaptados para lançar granadas. A ação resultou em um número elevado de mortos e na apreensão recorde de dezenas de fuzis.
A facilidade na aquisição de peças de armas, inclusive via remessa postal internacional, tem contribuído para o aumento da produção de “armas artesanais”. Essas armas, montadas e adaptadas com componentes vindos principalmente dos Estados Unidos, alimentam o mercado ilegal no país. A vulnerabilidade das fronteiras brasileiras, tanto terrestres quanto marítimas, facilita a entrada dessas peças e armas. A fronteira com o Paraguai, a Tríplice Fronteira e áreas na região Norte são apontadas como pontos críticos.
A produção dessas armas indica a existência de uma cadeia produtiva e um mercado criminal consolidado no Brasil. Apesar de não ser uma tarefa simples, o conhecimento técnico para a montagem sugere, segundo especialistas, um possível desvio de armas de uso militar dos arsenais das forças de segurança. Metralhadoras com numeração preservada, por exemplo, foram identificadas como pertencentes a forças de segurança.
A proteção dos arsenais públicos é crucial para evitar que armas cheguem às mãos de criminosos. Iniciativas para fortalecer a segurança desses arsenais, tanto das polícias quanto do Exército, são consideradas essenciais para conter o fluxo de armamentos ilegais.
Fonte: g1.globo.com