O tufão Kalmaegi causou um rastro de destruição nas Filipinas, deixando um saldo trágico de mais de 90 mortos, conforme dados apurados. Moradores agora enfrentam a árdua tarefa de avaliar os danos em seus lares e estabelecimentos comerciais, muitos dos quais foram severamente afetados pelas inundações.
De acordo com informações, a ilha de Cebu foi a mais atingida, contabilizando 49 mortes. Em um vilarejo costeiro inundado, foram encontrados 35 corpos, elevando o número provisório de vítimas na região para 76. A Defesa Civil Nacional confirmou outras 17 mortes em diferentes localidades, totalizando 93 óbitos em todo o país.
“As grandes cidades foram atingidas pelas cheias, as áreas mais urbanizadas”, declarou um representante da Defesa Civil.
Após a passagem do tufão, a prioridade é remover os entulhos que bloqueiam as estradas. Moradores foram vistos limpando as ruas, que se transformaram em rios de lama durante a tempestade. Carros, caminhões e contêineres foram arrastados pela força da água.
Um morador relatou que a enchente foi extremamente severa, com a água atingindo níveis tão altos que era impossível sair de casa. A área ao redor da Cidade de Cebu registrou um volume de chuva significativamente acima da média mensal, totalizando 183 milímetros nas 24 horas que antecederam a chegada do Kalmaegi.
A governadora provincial de Cebu lamentou a situação sem precedentes, ressaltando que, embora se esperasse que os ventos fossem o maior perigo, foi a força das águas que colocou a população em risco.
As Filipinas são frequentemente atingidas por tufões e tempestades, especialmente em áreas vulneráveis onde milhões de pessoas vivem em condições precárias. Cientistas alertam que as mudanças climáticas estão contribuindo para o aumento da frequência e intensidade desses eventos climáticos extremos.
Fonte: g1.globo.com