O Grande Prêmio de São Paulo marca a estreia de Gabriel Bortoleto em sua corrida em casa na Fórmula 1. No Autódromo de Interlagos, Bortoleto, piloto da Sauber, sente o apoio da família e dos fãs brasileiros. Mas ele não está sozinho: Franco Colapinto, piloto argentino da Alpine, também conta com o fervor de seus compatriotas.
A presença da torcida argentina é notável durante todo o fim de semana do Grande Prêmio. Estima-se que cerca de 15% do público, aproximadamente 13 mil pessoas por dia, venha de outros países, com a maioria sendo da Argentina.
É comum encontrar os “hermanos” nos arredores do Autódromo de Interlagos, exibindo camisas da seleção argentina de futebol e bandeiras do país.
“O Brasil é como uma segunda casa para mim. Venho aqui desde muito jovem”, declara Colapinto, que teve seu contrato renovado pela Alpine.
Casais e grupos de amigos viajaram de diversas cidades argentinas para torcer por Colapinto. Para muitos, é a primeira experiência na Fórmula 1, impulsionada pela oportunidade de apoiar um piloto de sua nação.
A competição histórica entre Brasil e Argentina parece perder força no mundo do automobilismo. Em um esporte com forte presença europeia, os sul-americanos formam uma minoria. “No automobilismo, somos 20 pilotos. Corremos contra europeus e pessoas de muitos outros lugares. Brasil e Argentina estão unidos neste mundo”, ressalta Colapinto.
A Argentina almeja sediar novamente a Fórmula 1 no futuro. O Autódromo Oscar y Juan Gálvez, em Buenos Aires, está passando por uma grande reforma, com previsão de conclusão em 2027. O objetivo é atrair a Fórmula 1 de volta ao país, que não recebe a categoria desde 1998.
Enquanto isso, a torcida brasileira demonstra seu apoio com camisas de escuderias e de seus pilotos favoritos. Apesar do longo período sem um piloto brasileiro na F1 e da influência das redes sociais, símbolos nacionais como referências a Ayrton Senna permanecem presentes.
O Grande Prêmio de São Paulo está marcado para acontecer no Autódromo de Interlagos.
Fonte: www.estadao.com.br