A Defesa Civil do Estado de São Paulo encerrou, na madrugada deste domingo, o gabinete de crise que havia sido estabelecido para monitorar os impactos do recente ciclone extratropical. Embora o fenômeno tenha perdido força e se afastado em direção ao oceano, deixou um cenário de destruição em diversas áreas, incluindo quedas de árvores, deslizamentos de terra, interrupções no fornecimento de energia elétrica e famílias desalojadas.
Os ventos do ciclone, que em algumas regiões superaram os 100 km/h, atingindo picos de 109 km/h no interior do estado, contribuíram para os estragos. Em todo o estado, pelo menos 18 pessoas ficaram desabrigadas. A ocorrência mais crítica na capital paulista foi registrada em Itaquera, na Zona Leste, onde 11 moradores de uma residência tiveram que ser removidos após o solo ceder. O imóvel foi interditado por questões de segurança.
A tempestade também provocou extensas interrupções no fornecimento de energia elétrica. A empresa responsável pela distribuição informou que aproximadamente 52 mil clientes ficaram sem luz na capital e em outras 24 cidades da região. O Corpo de Bombeiros contabilizou 88 chamados relacionados a quedas de árvores e oito para ocorrências de desabamentos. As zonas Norte e Sul da capital paulista foram as áreas mais afetadas pelos eventos.
Apesar do fim do alerta em São Paulo, a frente fria associada ao ciclone continua avançando pelo território nacional. Existe a previsão de risco de tempestades para os estados de Goiás, Minas Gerais e para o Distrito Federal, à medida que o sistema climático se move em direção ao estado da Bahia. Em contrapartida, em São Paulo, a previsão meteorológica indica que o tempo deverá permanecer estável nos próximos dias.
Fonte: jovempan.com.br