Um aumento alarmante na criminalidade assola a Linha Amarela em 2025. Dados revelam um salto dramático nas ocorrências policiais registradas pela Lamsa, concessionária responsável pela via expressa. Até outubro, foram contabilizados 438 incidentes, um número que ultrapassa o dobro do registrado em todo o ano de 2024, quando foram reportados 199 casos. Em 2023, o número ficou em 79.
O levantamento abrange uma gama de crimes, desde assaltos e furtos até arrastões, trocas de tiros, blitzes e abordagens policiais. A saída 4, localizada em Pilares, na Zona Norte, se destaca como o ponto mais crítico, concentrando a maior parte das ocorrências.
Relatos de vítimas expõem a violência crescente. Rogério Faria de Souza, um servidor público, narra ter sido assaltado na saída 4 por criminosos que aparentavam ser menores de idade, os quais o abordaram com uma faca e levaram seu carro e celular. Outros flagrantes, capturados em vídeo, mostram ações criminosas na mesma localidade.
Um confronto intenso na noite de um domingo, em outubro, transformou a Linha Amarela em cenário de tiroteio, bloqueando a via para ação policial. Poucas horas antes, um roubo de carro já havia ocorrido na saída 4. A trágica escalada da violência culminou na morte de Bárbara Elisa Yabeta Borges, de 28 anos, baleada na cabeça durante um confronto entre criminosos enquanto era passageira de um carro por aplicativo.
Diante do aumento da criminalidade, o medo se instalou entre os moradores da região. Muitos motoristas, como o fotógrafo Eduardo Chianca, relatam evitar o trajeto sempre que possível. O engenheiro Tarsicio Vieira confirma que, durante a noite, prefere rotas alternativas para evitar a alta probabilidade de assaltos.
Em resposta à crise, a Polícia Militar afirma manter equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) atuando 24 horas por dia nas vias expressas do Rio, com o apoio de outras unidades especializadas. A corporação planeja expandir o sistema de videomonitoramento e reconhecimento facial para fortalecer a segurança na Linha Amarela e em outras vias da cidade.
Fonte: g1.globo.com