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Arbitragem Profissional: CBF Avalia Modelo Contratual Inovador e Mais Flexível

Estadão

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou um processo de consulta junto a clubes e federações estaduais para avaliar a percepção sobre a relação contratual com os árbitros de futebol. A iniciativa parte de um grupo de trabalho recém-criado, com o objetivo de definir as diretrizes para modernizar e profissionalizar a arbitragem no país. A meta é implementar as mudanças o mais breve possível.

A voz dos árbitros também será ouvida. Na próxima segunda-feira, representantes do grupo de trabalho se reunirão no centro de treinamento da CBF, em Teresópolis, com um grupo de 60 juízes e assistentes que se destacaram em número de partidas ao longo de 2025. Esses profissionais estão utilizando a estrutura do centro de treinamento durante a Data Fifa.

O coordenador do grupo de trabalho, Netto Góes, revelou que o plano inicial é estabelecer uma relação mais flexível entre a CBF e os árbitros, buscando evitar um vínculo rígido através de contrato CLT. Segundo ele, essa flexibilidade é crucial para permitir o dinamismo necessário no sistema de acesso e descenso dos árbitros, dentro da nova metodologia que está sendo estruturada.

A metodologia em desenvolvimento prevê a elaboração de metas de desempenho, avaliadas por meio de análise de dados. A profissionalização, segundo Góes, possibilitará um sistema gradativo de avaliação e correção. Em casos de erros ou desempenho insatisfatório, o árbitro passará por um processo de reformulação e readequação, tanto técnica quanto física, embasado em relatórios sólidos e análises objetivas.

Paralelamente, o modelo de vínculo entre entidades esportivas e árbitros é tema de um debate mais amplo, com um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional. A proposta, já aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, segue agora para análise na Câmara dos Deputados.

O projeto de lei busca criar um contrato especial de trabalho entre árbitros e organizações esportivas, com prazo determinado compatível com a duração da competição. O contrato incluiria remuneração mensal mínima, férias e 13º salário proporcionais. Além disso, as entidades desportivas teriam a obrigação de apoiar a capacitação contínua, a preparação física e garantir direitos trabalhistas e previdenciários, bem como estabilidade provisória em casos previstos em lei.

O grupo de trabalho da CBF tem um prazo de 60 dias para apresentar o plano de modernização da arbitragem, com a expectativa de que grande parte das medidas sejam implementadas já em 2026.

Fonte: www.estadao.com.br

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