O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter definido seu plano de ação em relação à Venezuela. A afirmação foi feita enquanto ele se dirigia ao Air Force One, na última sexta-feira, mas Trump se recusou a detalhar a natureza da decisão.
Questionado sobre o possível envolvimento militar das Forças Armadas dos EUA na região do Caribe, envolvendo a Venezuela, Trump respondeu afirmativamente, reiterando já ter se decidido, mas sem especificar os próximos passos. A declaração ocorre após encontros com oficiais do Pentágono para discutir operações americanas na área.
Paralelamente, o Comando Sul dos EUA divulgou imagens da destruição de uma embarcação com quatro narcotraficantes no Caribe, informando a eliminação dos criminosos. Essas ações se enquadram na operação “Lança do Sul”, iniciada na quinta-feira, que visa combater o tráfico de drogas com destino aos EUA a partir da região próxima à Venezuela.
Segundo declarações, a “Lança do Sul” é uma iniciativa sob direção do Comando Sul (SOUTHCOM) e da Força-Tarefa Conjunta Lança do Sul (SOUTHERN SPEAR). O secretário de Guerra afirmou que a missão visa defender os EUA, combater narcoterroristas e proteger o país das drogas.
O Comando Sul da Marinha dos EUA informou que o grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford e um bombardeiro B-52 da Força Aérea realizaram operações conjuntas. Essas manobras, integradas a uma estratégia multidomínio, têm como objetivo apoiar a missão do Comando, executar operações determinadas pelo Departamento de Guerra e atender às prioridades estabelecidas por Trump, com foco em interromper o tráfico ilegal de drogas e reforçar a proteção do território americano.
O USS Gerald R. Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, chegou ao Caribe para auxiliar na desarticulação de redes criminosas. O navio tem capacidade para até 4.500 tripulantes e 70 aeronaves.
Em meio ao aumento da presença militar americana, o secretário de Estado, Marco Rubio, reafirmou que os EUA não reconhecem Nicolás Maduro como presidente da Venezuela, acusando o regime de ser uma “organização de transbordo” para o tráfico de drogas. Em resposta, Maduro acusou Washington de “fabricar” uma guerra contra a Venezuela, convocando uma mobilização de tropas e civis para se prepararem para possíveis ataques.
Fonte: gazetabrasil.com.br