A Coreia do Sul e os Estados Unidos formalizaram um acordo para a construção de submarinos de propulsão nuclear, marcando um avanço significativo na cooperação militar entre os dois países. A Casa Branca confirmou a aprovação para a construção dos “submarinos de ataque”, com os EUA comprometendo-se a colaborar no fornecimento de combustível necessário para operação das embarcações.
Este pacto ocorre em um contexto de tensões elevadas na península coreana, envolvendo as ambições nucleares da Coreia do Norte e a crescente influência regional da China. Analistas apontam que a iniciativa visa exercer pressão sobre Pyongyang e Pequim, fortalecendo a capacidade de dissuasão sul-coreana.
O anúncio surge após um recente tratado comercial entre os dois países, que resultou na redução de tarifas impostas pelos EUA. Originalmente fixada em 25%, a tarifa foi negociada para 15% em troca de um investimento de US$ 350 bilhões da Coreia do Sul nos Estados Unidos, incluindo um montante significativo destinado à construção naval.
Atualmente, apenas seis nações – EUA, China, Rússia, Reino Unido, França e Índia – possuem submarinos nucleares. A Coreia do Sul, embora já possua uma frota de submarinos, opera modelos movidos a diesel, que exigem reabastecimentos mais frequentes. Submarinos nucleares oferecem maior autonomia e velocidade, ampliando a capacidade de patrulha e resposta.
A Coreia do Norte também tem demonstrado interesse em desenvolver um programa de submarinos nucleares, o que tem intensificado a preocupação em Seul. Lideranças sul-coreanas expressaram que os submarinos nucleares fortalecerão a defesa do país e servirão como um importante fator de dissuasão contra o regime norte-coreano.
A aquisição de submarinos nucleares pela Coreia do Sul representa um passo importante na crescente corrida armamentista do Leste Asiático. Enquanto alguns especialistas argumentam que o impacto no equilíbrio de poder na península coreana pode ser limitado, outros ressaltam o valor estratégico dos submarinos nucleares em termos de velocidade e alcance, elevando o status da Coreia do Sul como um ator regional.
Fonte: g1.globo.com