O sistema de pagamentos instantâneos Pix, que completa cinco anos neste domingo (16), implementará um novo mecanismo de segurança a partir de 23 de novembro, visando combater fraudes e golpes. A medida permitirá rastrear o fluxo dos recursos e compartilhar informações cruciais com as instituições financeiras envolvidas.
A nova ferramenta possibilitará o bloqueio de valores em contas intermediárias utilizadas por fraudadores, com o objetivo de agilizar a devolução de recursos às vítimas. O prazo máximo para a devolução do dinheiro após a contestação será de 11 dias.
Essa ampliação do sistema de segurança aprimora o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado em 2021, e agora evolui para o MED 2.0. O objetivo é rastrear o dinheiro em várias camadas de transações, permitindo o bloqueio de recursos com maior eficiência. Atualmente, a notificação de fraude permite o bloqueio apenas na primeira conta recebedora, facilitando a ação dos criminosos que rapidamente transferem os valores.
Com a nova ferramenta, o rastreamento será mais abrangente, dificultando a movimentação dos recursos para outras contas e aumentando as chances de recuperação para as vítimas. A funcionalidade será inicialmente facultativa para os bancos até 2 de fevereiro de 2026, quando se tornará obrigatória.
Nos últimos quatro anos, o Pix já possibilitou a devolução de mais de R$ 1,5 bilhão em valores referentes a fraudes, golpes, erros ou coerção. Só nos primeiros sete meses deste ano, foram devolvidos R$ 377,4 milhões, em comparação com R$ 561,5 milhões durante todo o ano anterior.
Para aumentar as chances de sucesso no bloqueio e devolução, é crucial que o cliente acione o banco imediatamente ao perceber qualquer atividade suspeita. Desde 1º de outubro, a contestação de transações fraudulentas pode ser feita diretamente no aplicativo bancário, através de um “botão de contestação”, sem a necessidade de contato com atendentes. Após a análise dos bancos, que deve ser concluída em até sete dias, a devolução do dinheiro poderá ser realizada em até 11 dias.
Fonte: riodasostrasjornal.blogspot.com