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Caos no Estoque: Corinthians sem Uniforme Principal em Jogo Decisivo

Estadão

Uma auditoria interna revelou graves falhas no controle de estoque de materiais esportivos do Corinthians, culminando na ausência do uniforme principal da equipe em uma partida crucial do Campeonato Brasileiro. O problema, que já havia levantado suspeitas de desvios e vendas ilegais de produtos da Nike, expôs a fragilidade na gestão de recursos do clube.

No dia 13 de setembro, durante a vitória por 1 a 0 contra o Fluminense, no Maracanã, o Corinthians foi forçado a usar o uniforme reserva preto, pois não havia camisetas brancas suficientes para todos os jogadores. A situação inusitada ocorreu apesar da programação inicial prever que ambas as equipes utilizariam seus uniformes principais.

Diante da constatação da falta de camisetas brancas, o gerente administrativo do clube solicitou o envio urgente de material à Nike. No entanto, os prazos logísticos impediram a entrega a tempo para a partida. Como alternativa, o Corinthians solicitou e obteve autorização do Fluminense para que ambos os times jogassem com seus uniformes secundários.

A auditoria apontou para a “ausência de critérios técnicos e de planejamento” nos pedidos feitos à Nike. O relatório destaca o paradoxo de um pedido excessivo de quase 20 mil itens no início do ano, contrastando com a falta de materiais essenciais, como as camisas principais de jogo. Esta situação, segundo o documento, evidencia um “desequilíbrio na gestão de demandas e falhas de planejamento.”

A falta de uniformes para o jogo contra o Fluminense é vista como consequência direta da falta de controle no giro de estoque e da ausência de um estoque de segurança adequadamente estruturado. O relatório completo da auditoria foi entregue à presidência do Conselho Deliberativo, que o encaminhou à Comissão de Justiça para análise e elaboração de um parecer.

A auditoria interna foi determinada pelo presidente do Corinthians após a identificação de desvios de camisas e vendas ilegais de materiais da Nike dentro do clube. O relatório de 94 páginas apontou que as categorias de base não estavam recebendo uniformes adequados, apesar do clube ter excedido em quase 300% a cota anual de itens solicitados à Nike.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) também investiga o caso, tendo o promotor responsável solicitado a instauração de um inquérito para apurar as denúncias. A auditoria identificou a retirada irregular de itens e a comercialização ilegal de camisas oficiais, com pagamentos realizados via Pix para a conta pessoal de um funcionário.

O vice-presidente do clube, citado no relatório, negou ser o responsável pela distribuição dos materiais da Nike e administração dos almoxarifados. Ele alegou ter auxiliado no sistema de aprovações para dar maior transparência e controle, devido à falta de controle por parte da gestão.

Fonte: www.estadao.com.br

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