A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, em uma votação quase unânime de 427 a 1, um projeto de lei que pressiona o Departamento de Justiça a tornar públicos os materiais investigativos relacionados a Jeffrey Epstein, o falecido criminoso sexual. A aprovação aconteceu após o presidente da Câmara, Mike Johnson, expressar preocupações sobre a necessidade de proteger inocentes na divulgação dos documentos.
O projeto, denominado “Epstein Files Transparency Act”, foi apresentado pelos deputados Thomas Massie e Ro Khanna. A legislação determina que o Departamento de Justiça forneça todos os registros, documentos, comunicações e materiais investigativos não confidenciais em um prazo de 30 dias após a sanção presidencial. Informações classificadas também devem ser divulgadas na medida do possível.
Adicionalmente, o projeto exige que a procuradora-geral forneça, em 15 dias, uma lista de autoridades governamentais e outras pessoas politicamente expostas associadas a Epstein.
Enquanto o líder da minoria, Tom Emmer, acusou os democratas de instrumentalizar as vítimas de Epstein politicamente, Mike Johnson alertou que a medida pode expor milhares de documentos sem as devidas proteções para inocentes, levantando preocupações sobre a privacidade das vítimas e o risco de divulgação de materiais de abuso sexual infantil, bem como a possibilidade de revelar fontes confidenciais do governo.
O projeto inclui uma cláusula para proteger a identidade das vítimas, mas impede que nomes ligados a Epstein sejam ocultados sob alegações de constrangimento, danos à reputação ou sensibilidade política.
Khanna declarou que deseja ter acesso aos e-mails de Epstein com outras pessoas ricas e poderosas, às fotos encontradas em seu computador e à identificação de quem participou do tráfico sexual ou visitou a ilha de Epstein.
Parte das informações já veio à tona através do Comitê de Supervisão da Câmara e de processos federais contra Epstein e Ghislaine Maxwell. Dentre os documentos já liberados pelo comitê estão registros de voos de Epstein, seus arquivos financeiros e agendas diárias.
Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em Manhattan em agosto de 2019, antes de ser julgado, e sua morte foi considerada suicídio.
Fonte: gazetabrasil.com.br