Fonte de dados meteorológicos: Wetter vorhersage 30 tage

PUBLICIDADE

Advogada argentina é investigada por racismo no Rio de Janeiro

G1

Agostina Páez, uma advogada e influenciadora digital argentina de 29 anos, está sob investigação no Brasil por gestos considerados racistas. A situação ocorreu quando ela estava de férias no Rio de Janeiro e foi filmada imitando um macaco para um funcionário de um bar em Ipanema. O vídeo viralizou nas redes sociais, resultando em um indiciamento formal e na apreensão de seu passaporte. As autoridades brasileiras também determinaram que ela utilizasse tornozeleira eletrônica enquanto aguardava o desdobramento do caso.

Detalhes do incidente em Ipanema

O incidente aconteceu em 14 de janeiro, quando Agostina se envolveu em uma discussão com um atendente do bar, supostamente por conta de um erro no pagamento. Segundo relatos, durante a discussão, ela fez gestos com o corpo que imitavam um primata e proferiu a palavra 'mono', um termo pejorativo em espanhol direcionado a pessoas negras. O funcionário do bar registrou a ocorrência na delegacia, o que levou à investigação policial.

Justificativa da advogada

Em depoimento, Agostina alegou que sua intenção não era ofender, mas sim brincar com suas amigas. Ela afirmou que não tinha consciência de que seus gestos poderiam ser interpretados como racistas ou constituírem um crime no Brasil. A advogada ainda argumentou que o comportamento do atendente foi provocativo, alegando que ele fez gestos obscenos antes de sua reação.

Consequências legais

Devido à gravidade do caso, a Justiça brasileira determinou a apreensão do passaporte de Agostina e a imposição de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. A Polícia Federal foi notificada para impedir sua saída do país, visto que ela havia ingressado no Brasil apenas com documento de identidade. As autoridades estão levando a investigação a sério, considerando a natureza das acusações.

Histórico familiar e repercussão

Agostina é filha de Mariano Páez, um empresário do setor de transportes na Argentina, que também tem um histórico de problemas legais. Recentemente, ele enfrentou acusações de violência de gênero, sendo preso por pouco mais de um mês no final do ano passado. Essa ligação familiar gerou ainda mais atenção à situação, levantando questionamentos sobre as influências de seu ambiente familiar em seu comportamento.

Reação nas redes sociais

Após a divulgação do vídeo e as acusações, Agostina viu suas contas nas redes sociais, particularmente no Instagram, serem desativadas. Antes do incidente, ela contava com cerca de 40 mil seguidores. Atualmente, sua conta no TikTok, que possui 78 mil seguidores, foi colocada em modo privado. A repercussão negativa gerou discussões sobre racismo, responsabilidade e as consequências das ações nas redes sociais.

Ação judicial contra a ex-companheira

No meio desse turbilhão, Agostina também processou sua ex-companheira, Estefanía Budan, por assédio e difamação. Em declarações à mídia, ela tentou dissociar-se dos atos de seu pai, afirmando que sua ação judicial era uma tentativa de proteger a si mesma e sua irmã. A situação familiar conturbada adiciona uma camada complexa à narrativa que envolve Agostina.

O caso de Agostina Páez evidencia não apenas questões de racismo, mas também a forma como ações impensadas podem levar a sérias consequências legais e sociais. As investigações continuam, e a sociedade observa atentamente os desdobramentos deste incidente, que pode impactar tanto a vida da advogada quanto a percepção sobre comportamentos racistas e a responsabilidade que se tem nas interações sociais.

Fonte: https://g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE