Uma mãe de Cabo Frio procurou a Polícia Civil após seu filho, um adolescente autista de 15 anos, ser agredido por um colega na última quinta-feira (6), em uma escola pública da cidade.
Edlaine Guimarães, a mãe, relatou que o caso ocorreu na Escola Municipal Alfredo Castro e que a agressão é parte de um histórico de bullying na unidade, com suposta omissão da escola.
A mãe soube do ocorrido ao buscar o filho na UPA do Parque Burle, onde ele estava com o olho machucado. Inicialmente, o garoto relatou mal-estar, mas depois confirmou ter levado um soco, visivelmente assustado.
Ao questionar a escola, Edlaine foi informada que a dirigente e a auxiliar não teriam visto a agressão, nem percebido o ferimento no aluno. Elas pediram que a mãe retornasse na segunda-feira para conversar.
O caso foi registrado na 126ª Delegacia de Polícia de Cabo Frio e está sendo investigado como lesão corporal motivada por bullying. Na delegacia, a mãe detalhou um histórico de ameaças e perseguições ao filho na escola, inclusive com relatos de outro estudante exibindo uma arma de brinquedo no local.
A família também procurou o Conselho Tutelar, que sugeriu a transferência do aluno. Edlaine expressa que o filho agora tem medo de ir à escola e de reencontrar os agressores, vivendo com receio de sair em locais públicos.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Cabo Frio informou que está apurando as circunstâncias da ocorrência. A pasta assegura que a equipe gestora realizou o atendimento e a escuta dos alunos envolvidos, e que as informações sobre episódios anteriores de bullying também estão sendo verificadas.
A mãe cobra responsabilidade da escola, do aluno agressor e da profissional de apoio. "Quero justiça pelo meu filho, porque ele não é saco de pancada de ninguém", desabafou.
A situação segue em apuração pelas autoridades e pela Secretaria de Educação.