Equipe do HSJ reforça importância do atendimento imediato e ensina novas recomendações da manobra de Heimlich
A Associação Americana do Coração (AHA) atualizou neste mês as diretrizes oficiais para as manobras de desengasgo em casos de obstrução das vias aéreas. Atenta às recomendações, a equipe do Hospital São José (HSJ) reforça a importância da prevenção e explica as novas instruções para a realização correta da manobra de Heimlich.
A enfermeira pediátrica Roberta Mattos alerta que alimentos inadequados para determinadas faixas etárias aumentam o risco de engasgo.
“Pipoca, amendoim, balas e pirulitos — especialmente os redondos que soltam do palito — exigem vigilância. É importante que as crianças não comam esses alimentos enquanto brincam ou correm”, explicou a enfermeira.
Em situações de obstrução das vias aéreas, Roberta destaca os principais sinais de alerta:
“A criança não emite som nem gemido, começa a ficar arroxeada e não reage a estímulos. Ao perceber esses sinais, o primeiro passo é pedir ajuda e ligar para o 192 (Samu) ou 193 (Bombeiros).”
Segundo a AHA, a nova orientação para crianças e adultos é alternar cinco pancadas nas costas com cinco compressões abdominais — conhecidas como manobra de Heimlich — até que o objeto seja expulso.
Já em bebês com menos de 1 ano, o procedimento deve ser feito alternando cinco pancadas nas costas com cinco compressões no peito, utilizando a base da palma da mão.
A médica Cleita Vicente, coordenadora da Emergência Pediátrica do HSJ, ressaltou a importância do atendimento imediato.
“Nossa equipe está preparada para agir rapidamente, mas é essencial que a população conheça essas manobras simples, que podem salvar vidas até a chegada ao hospital”, reforçou.
O superintendente do HSJ, Dante Pinto Lucas, destacou o compromisso da unidade com a capacitação contínua e a conscientização da população.
“O primeiro atendimento é decisivo para o sucesso do desengasgo. O Hospital São José segue capacitando seus profissionais e orientando a população sobre medidas que podem fazer a diferença entre a vida e a morte”, concluiu.