Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, morreu aos 100 anos nesta segunda-feira (22).
À frente da instituição por quase duas décadas, Greenspan moldou a política monetária americana e deixa um legado complexo, marcado por expansão econômica e decisões controversas.
Sua gestão no Fed, entre 1987 e 2006, atravessou os governos de quatro presidentes, coincidindo com um dos mais longos períodos de crescimento econômico dos Estados Unidos. A informação da morte foi confirmada por sua esposa, Andrea Mitchell.
Contudo, Greenspan também enfrentou críticas severas por políticas que, segundo analistas, teriam contribuído para a bolha da internet no ano 2000 e, posteriormente, para a crise financeira global de 2008, ao reduzir agressivamente as taxas de juros.
Em 2008, o próprio economista admitiu ao Congresso dos EUA que havia identificado uma "falha no modelo" que defendia, a respeito da autorregulação dos mercados, expressando "incredulidade chocada" com o colapso. Greenspan também era conhecido por seu estilo de comunicação deliberadamente ambíguo, apelidado de "Greenspeak".
O economista encerra um capítulo central nos debates sobre liberalização econômica e regulação financeira mundial.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br