Na última quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, o Paraguai enfrentou um apagão significativo que deixou várias regiões do país, incluindo a capital Assunção, sem energia elétrica. O evento ocorreu em um contexto de altas temperaturas, com termômetros registrando acima de 40°C, e a sensação térmica alcançando 43°C, de acordo com informações da Diretoria de Meteorologia. A situação gerou preocupação entre os cidadãos, uma vez que a falta de energia afetou não apenas a iluminação, mas também serviços essenciais e o trânsito nas ruas da capital.
Causas do apagão
A estatal de energia do Paraguai, a Ande, informou que o apagão foi resultado da interrupção de duas linhas de transmissão que se conectam à usina hidrelétrica Itaipu Binacional. Esta usina é uma das maiores do mundo e é responsável por grande parte da energia consumida no Paraguai e no Brasil. O desligamento das linhas comprometeu a distribuição elétrica em todo o país, gerando um impacto imediato na população.
Restabelecimento do serviço
Após a identificação do problema, a Ande anunciou que uma das linhas de transmissão foi energizada, permitindo o início do processo de normalização da distribuição de energia em Assunção e na região metropolitana. Equipes técnicas foram mobilizadas para investigar as causas exatas da falha e para garantir que o fornecimento de energia fosse restabelecido o mais rápido possível.
Impactos na vida cotidiana
A falta de energia teve consequências diretas na vida dos paraguaio, especialmente em Assunção, onde o apagão causou a inoperância de semáforos, complicando ainda mais o trânsito já afetado pelo calor intenso. Motoristas e pedestres enfrentaram dificuldades para se locomover pela cidade, aumentando o risco de acidentes. Além disso, a estatal de água potável Essap alertou que a interrupção no fornecimento de energia poderia impactar a distribuição de água potável, criando uma situação de crise para a população.
Reação da população
A reação da população diante do apagão foi de frustração e preocupação, especialmente em um dia em que as temperaturas estavam extremamente elevadas. Muitos cidadãos relataram dificuldades em permanecer em casa, sem ventilação ou ar condicionado, enquanto outros se mobilizaram em busca de alternativas para lidar com o calor. A situação gerou uma série de discussões nas redes sociais, onde internautas expressaram suas opiniões sobre a eficiência do sistema elétrico do país.
Condições climáticas extremas
O apagão ocorreu em um momento em que o Paraguai enfrenta uma onda de calor intensa. As temperaturas extremas têm sido uma preocupação constante, especialmente para aqueles que dependem de serviços de energia elétrica para manter a refrigeração em suas residências. A combinação do calor excessivo com a falta de energia gera um cenário crítico, que pode ter implicações para a saúde pública e para a segurança da população.
Prevenção de futuras falhas
Diante dos problemas enfrentados, especialistas em energia e autoridades locais começam a discutir a necessidade de melhorias na infraestrutura de transmissão elétrica do país. A Ande deve avaliar a necessidade de investimentos para garantir que o sistema elétrico seja mais resiliente a falhas, especialmente em condições climáticas extremas. A experiência do apagão pode servir como um alerta para a importância de um planejamento mais robusto e de uma manutenção regular das linhas de transmissão.
Fonte: https://g1.globo.com