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Ataques dos EUA e Israel destroem marinha iraniana e instalações nucleares

G1

Uma série de ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos e Israel resultou na destruição ou danos significativos a pelo menos 11 embarcações da Marinha iraniana, conforme revelam novas imagens de satélite. Os ataques, que ocorreram entre os dias 2 e 4 de março, também atingiram bases de mísseis e usinas nucleares no Irã, levando a um aumento das tensões na região. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que um dos principais objetivos da campanha militar é aniquilar a força naval iraniana. As operações visam não apenas a marinha, mas também instalações que supostamente contribuem para o desenvolvimento de armas nucleares.

Impactos dos ataques na marinha iraniana

Imagens analisadas indicam que os ataques aéreos causaram danos extensivos à Marinha iraniana, com destaque para a base naval de Konarak, no sudeste do Irã, e a unidade de Bandar Abbas, que abriga o quartel-general da marinha. Fumaça foi observada saindo de diversos navios nos dias 2 e 3 de março, evidenciando a gravidade dos ataques. Entre os navios danificados, estava o IRINS Makran, a maior embarcação da marinha iraniana, que estava empregada para o transporte de drones.

Destruição de embarcações e equipamentos

Além do IRINS Makran, outros navios, como o IRIS Bayandor, o IRIS Naghdi e o IRIS Jamaran, também foram reportados como destruídos. A empresa de segurança marítima Vanguard afirmou que um dos novos desenvolvimentos da marinha iraniana, o IRIS Shahid Bagheri, afundou durante os ataques. A empresa de inteligência Maiar estimou que pelo menos cinco embarcações foram atingidas ou afundadas em Bandar Abbas, com imagens de satélite mostrando danos visíveis e fumaça saindo de vários navios.

Efeitos nas bases de mísseis e instalações nucleares

Os ataques também se concentraram em instalações de mísseis e nucleares. O Comando Central dos EUA (Centcom) relatou que os bombardeios resultaram na destruição de centenas de instalações de defesa aérea, mísseis balísticos e drones. Imagens de satélite revelaram danos significativos a locais que supostamente abrigam tecnologia de mísseis e outros equipamentos militares avançados. A afirmação de Trump sobre a aniquilação da marinha iraniana inclui a intenção de impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo país.

Reações e implicações regionais

A situação levou a reações de várias autoridades, incluindo o chefe do Centcom, que afirmou que não há mais navios iranianos navegando em áreas estratégicas como o Golfo da Arábia. O almirante Brad Cooper enfatizou que as operações visam garantir a segurança da navegação internacional, já que o regime iraniano tem historicamente perturbado essas rotas. Autoridades do Sri Lanka relataram que um navio iraniano estava afundando em suas águas, com 140 pessoas desaparecidas, o que destaca as consequências humanitárias dos ataques.

Capacidades remanescentes do Irã

Embora os ataques tenham causado danos significativos à marinha iraniana, especialistas alertam que o Irã ainda mantém a capacidade de realizar operações não convencionais no mar. Isso inclui o uso de drones e minissubmarinos, além de embarcações menores armadas com mísseis antinavios. O ex-chefe das forças armadas irlandesas, Mark Mellett, destacou que o Irã pode retaliar com ataques de menor escala, utilizando táticas que não dependem de grandes navios de guerra.

Risco à navegação comercial

Analistas também levantam preocupações sobre a possibilidade de o Irã interromper a navegação comercial no Estreito de Hormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo. O país pode recorrer ao uso de minas marítimas ou ataques a drones direcionados a navios petroleiros e portos estratégicos. A combinação de ataques convencionais e não convencionais pode representar uma nova fase de conflito na região, aumentando ainda mais as tensões entre o Irã e as forças ocidentais.

Fonte: https://g1.globo.com

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