O gerente da Anistia Internacional Venezuela, Manuel Finol, foi detido na quinta-feira (30) por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) no Aeroporto Internacional de Maiquetía, o principal terminal aéreo do país. A informação foi confirmada pela Anistia Internacional.
Finol se preparava para embarcar em um voo partindo de Caracas quando foi abordado pelos agentes, que o informaram que seu celular seria inspecionado e que ele seria levado sob custódia.
Em comunicado, a Anistia Internacional classificou a ação como uma detenção arbitrária e pediu apoio nacional e internacional para exigir a libertação imediata e incondicional do ativista. A organização destacou a trajetória de Finol na defesa dos direitos humanos e denunciou a falta de transparência das autoridades sobre os motivos da detenção.
“A prisão de Manuel Finol é mais um exemplo do uso arbitrário do poder estatal para intimidar e silenciar vozes críticas na Venezuela”, afirmou a organização.
A Anistia tem denunciado repetidamente o uso sistemático de detenções arbitrárias, torturas e perseguições políticas por parte do governo de Nicolás Maduro. Relatórios recentes da entidade apontam que centenas de pessoas continuam presas por motivos políticos ou por atuarem em defesa dos direitos humanos, em violações graves ao devido processo legal.
O caso de Finol ocorre em um contexto de forte repressão contra ativistas e organizações independentes no país. Um dia antes da detenção, a Anistia havia publicado um apelo pela libertação de outros presos políticos, detidos por seu trabalho na promoção e defesa dos direitos humanos.
A DGCIM, órgão responsável pela prisão de Finol, já foi alvo de sanções internacionais impostas por outros países, que acusam seus agentes de tortura, repressão política e perseguição a dissidentes.
Fonte: gazetabrasil.com.br