A Prefeitura de Casimiro de Abreu promoveu uma audiência pública no último sábado, dia 8, para debater o cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) referente ao Praião, em Barra de São João. O encontro reuniu um grande número de moradores no auditório do Museu Casa de Casimiro de Abreu, situado à Beira-Rio.
Técnicos da Prefeitura e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participaram da audiência. O prefeito Ramon Gidalte compareceu à abertura do evento, acompanhado dos vereadores Marcelo Mota, Carlos de Itamar, Lelei da Marmoraria e Rosimery Mangisfete.
O procurador do município, Antônio Carlos Meirelles, explicou o andamento do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD). Representando o superintendente do Ibama no Estado do Rio, Rogério Rocco, estiveram presentes João Henrique e Beatriz da Cunha, analista ambiental do órgão.
De acordo com os representantes do Ibama, será feita uma análise individual de cada coqueiro presente na orla do Praião. Beatriz da Cunha explicou que as espécies que não estiverem prejudicando a recuperação da restinga serão mantidas, aguardando um estudo técnico do Núcleo de Pesquisa em Ecologia Marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NUPEM/UFRJ) para análise individualizada.
Por videoconferência, Maurício Porto, técnico da Secretaria de Administração, apresentou os avanços e desafios relacionados ao PRAD. A comunidade presente teve a oportunidade de se manifestar após a apresentação.
O secretário de Meio Ambiente, Samuel Barreto, destacou a importância da audiência para esclarecer dúvidas da população e informá-la sobre os próximos passos, garantindo transparência nos atos do poder público. Ele também mencionou a necessidade de cumprir as decisões judiciais e evitar as penalizações previstas no Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público Federal e o município de Casimiro de Abreu.
Os técnicos do Ibama reiteraram a necessidade de remoção dos quiosques e demais estruturas instaladas na orla do Praião para possibilitar a recuperação da restinga após o manejo necessário.
Samuel Barreto finalizou afirmando que o objetivo é alcançar uma recuperação ambiental satisfatória, com um Praião melhor do que no passado, com infraestrutura construída fora das áreas de preservação permanente e com a restinga recomposta.
Fonte: casimirodeabreu.rj.gov.br