Desde que o governo dos Estados Unidos anunciou uma operação militar contra o que classificam como “narcoterrorismo” no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, a tensão em torno da Venezuela tem aumentado. Autoridades americanas indicam que o objetivo da operação seria a remoção de Nicolás Maduro do poder.
Em um período de pouco mais de um mês, os EUA conduziram ataques contra 18 embarcações no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, resultando em 70 mortes. Segundo o comando americano, as embarcações pertenciam a organizações narcoterroristas. Essas ações se intensificaram logo após os EUA aumentarem para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro, acusado de liderar o Cartel de los Soles, classificado como organização terrorista internacional.
Documentos indicam que o governo americano pode considerar Maduro um alvo legítimo ao anunciar ataques militares contra cartéis. Uma reportagem menciona que o presidente Trump já avalia opções militares que incluem ataques a autoridades venezuelanas e medidas para assumir o controle do petróleo do país.
No final de agosto, os EUA enviaram navios de guerra e um submarino nuclear ao Mar do Caribe, seguidos pelo deslocamento de caças para Porto Rico. Posteriormente, bombardeiros americanos foram identificados sobrevoando a Região de Informação de Voo da Venezuela, área próxima ao território venezuelano. Helicópteros da unidade de elite “Night Stalkers” também foram avistados na região.
Junto a esse movimento, os EUA mantêm bases militares e estruturas de segurança cooperativa instaladas em aeroportos de países parceiros, alguns localizados a menos de 100 km da costa venezuelana.
Em outubro, três bombardeiros B-52 realizaram um voo em uma região próxima à Venezuela, sobrevoando a Região de Informação de Voo (FIR). O B-52, com capacidade para realizar ataques nucleares, pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer.
No mesmo mês, o governo americano anunciou o envio do USS Gerald Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, ao Mar do Caribe. O porta-aviões, acompanhado de seu grupo de ataque, tem capacidade para abrigar até 90 aeronaves. O Pentágono afirmou que a missão do grupo de ataque é “ampliar e fortalecer as capacidades existentes para interromper o tráfico de drogas”.
Ainda em agosto, os EUA determinaram o envio de sete navios de guerra, além de um submarino nuclear, incluindo destróieres, navios-doca, um cruzador de mísseis e um navio de assalto anfíbio.
Fonte: g1.globo.com