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Bate-boca no TCE-AM entre conselheiros

Gazeta Brasil

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) foi palco de uma intensa troca de ofensas nesta segunda-feira, 9 de outubro. Durante uma sessão ordinária voltada para discutir políticas de educação pública, conselheiros se envolveram em um embate acalorado, desviando-se do foco principal da reunião. A discussão, que começou com críticas à gestão da educação no estado, rapidamente evoluiu para um confronto pessoal entre os conselheiros Ary Moutinho Jr. e Luís Fabian. O clima tenso levou a presidentes do TCE-AM a intervir para restabelecer a ordem, enquanto os ataques entre os dois conselheiros se tornaram cada vez mais graves e públicos.

Críticas à gestão da educação

A discussão foi iniciada por Ary Moutinho Jr., que não poupou críticas à atual gestão da educação no Amazonas. Ele descreveu a situação como uma "verdadeira disfarçatez", insinuando que as prefeituras que não seguiram as propostas discutidas na Corte estavam agindo corretamente em virtude de possíveis irregularidades. Moutinho defendeu que a situação requer uma intervenção do Ministério Público e da Polícia Federal, afirmando que existem indícios de irregularidades nos contratos da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM).

Indícios de irregularidades

Durante seu discurso, Moutinho fez afirmações contundentes sobre a necessidade de uma investigação profunda nos contratos da Seduc-AM. Ele mencionou que as dispensas de licitação e ampliações contratuais podem estar comprometendo o futuro das crianças no estado. "Esse pacto tinha que começar com a Polícia Federal dentro da Seduc, pegando esses verdadeiros assaltantes do dinheiro público, esses verdadeiros canalhas", declarou Moutinho, destacando a gravidade das acusações.

Ataques pessoais e desafio de transparência

A intensidade da discussão aumentou quando Moutinho direcionou suas críticas a Luís Fabian, ex-secretário da Seduc entre 2019 e 2021. Moutinho não hesitou em chamar Fabian de "vergonha para o Estado", além de lançar um desafio público para que ambos quebrassem seus sigilos fiscal, telefônico e de viagens. Ao fazer isso, ele exigiu que Fabian justificasse seu patrimônio, declarando: "Eu quero que vossa excelência justifique seu patrimônio e eu começo quebrando o meu. Responda, excelência!".

Reação de Luís Fabian

Diante das provocações, Luís Fabian respondeu de forma defensiva, evitando um confronto direto. Ele descreveu os comentários de Moutinho como "impropérios" e enfatizou que o plenário do TCE-AM não deveria se transformar em um palco para embates políticos. Fabian ressaltou que existem autoridades responsáveis para investigar denúncias de irregularidades, afirmando: "Eu não farei uso nem da minha veste nem deste conselho para buscar plateia".

Intervenção da presidência do TCE-AM

A presidente do TCE-AM, conselheira Yara Lins, teve que intervir diversas vezes para interromper a troca de farpas entre os conselheiros e restabelecer a ordem na sessão. Sua intervenção foi crucial para que a pauta do dia pudesse ser retomada, após um momento de tensão que quase comprometeu a continuidade dos trabalhos do tribunal. A situação evidencia as tensões existentes no seio do TCE-AM e a polarização em torno de questões de gestão pública, especialmente na área da educação.

Esse episódio no TCE-AM não apenas expõe as divergências entre os conselheiros, mas também levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade na gestão pública no Amazonas. Com a educação enfrentando desafios significativos, a necessidade de um debate construtivo e respeitoso se torna ainda mais premente, ressaltando a importância da ética e da responsabilidade na administração pública.

Fonte: https://gazetabrasil.com.br

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