O senador Flávio Bolsonaro (PL) propôs na quinta-feira (15) uma pena mínima de oito anos de prisão para quem roubar ou revender celulares, durante um ato político em Capelinha, Minas Gerais. Ele esteve ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
A declaração, que gerou forte repercussão, faz parte de uma série de propostas de segurança pública defendidas por Bolsonaro, que é candidato à Presidência da República.
Flávio Bolsonaro, que segue em campanha pelo Palácio do Planalto, detalhou a medida durante o evento conhecido como “Bloquinho 22”. Antes do ato público, o senador e Nikolas Ferreira já haviam debatido propostas focadas na segurança pública e na redução da maioridade penal.
"Temos que reduzir a maioridade penal e aumentar a pena para o crime de ladrão de celular. É isso que nós vamos fazer. Está no nosso plano de governo", afirmou Flávio, destacando que a pena de oito anos seria aplicada tanto a quem comete o roubo quanto a quem revende os aparelhos. Segundo ele, o objetivo é atingir a cadeia de comercialização de celulares roubados e desmantelar quadrilhas, iniciando o cumprimento da pena em regime fechado.
Durante a mesma agenda, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a postura do PT e do PSOL em relação à redução da maioridade penal. Ele afirmou que a pauta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde é titular, mas recebeu votos contrários dos partidos de esquerda, acusando-os de tentar barrar o avanço da proposta desde o governo anterior.
A agenda política de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira em Minas Gerais prossegue nesta sexta-feira (16), com um ato agendado para Nanuque, no Vale do Mucuri. O governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem participação confirmada no evento. A discussão sobre o endurecimento das leis segue em pauta no cenário político nacional.