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Bolsonaro tem piora de saúde e pode ter prisão domiciliar estendida

A saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registrou piora nesta semana, levantando a possibilidade de prorrogação de sua prisão domiciliar humanitária em Brasília.

A situação ocorre enquanto o prazo de 90 dias da medida, concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após internação, se aproxima do fim.

Um relatório médico semanal, enviado ao STF na sexta-feira (12), informou que Bolsonaro apresentou um agravamento das crises de soluço, necessitando de doses extras de medicação. A piora no quadro clínico foi observada nos dias 9 e 10 de junho.

Desde 24 de março, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária, uma decisão do ministro Alexandre de Moraes. A medida foi concedida para permitir sua recuperação após passar duas semanas internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por pneumonia bacteriana.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o pai na residência do Jardim Botânico, no Distrito Federal, acompanhado da esposa e filhas. A visita, autorizada por Moraes, ocorreu neste sábado (13), e Flávio lamentou publicamente não poder acompanhar a estreia do Brasil na Copa ao lado do pai.

Com o prazo da prisão domiciliar previsto para vencer em 25 de junho, a Justiça e o cenário político aguardam uma avaliação do ministro Alexandre de Moraes. A expectativa é que ele considere os últimos relatórios sobre o estado de saúde debilitado de Bolsonaro para uma eventual prorrogação.

Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A situação de saúde e o futuro da prisão domiciliar do ex-presidente seguem sob monitoramento judicial.

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