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Brasil recua em veto na OMC, mas EUA ainda cobram caro

O Brasil cogita retirar seu veto à moratória de e-commerce na Organização Mundial do Comércio (OMC), buscando aliviar a tensão com os Estados Unidos após atrito recente.

Apesar da manobra, analistas da Eurasia Group indicam que a concessão isolada pode não ser suficiente para destravar acordos amplos e acalmar as relações com os americanos.

O impasse surgiu em março, na OMC, quando o Brasil, com aval do Presidente Lula, vetou a prorrogação da moratória. O acordo isenta tarifas sobre transmissões eletrônicas, como streaming e downloads.

A decisão gerou forte irritação dos Estados Unidos. Segundo a CNN, o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, teria ficado "absolutamente furioso", ameaçando recomendar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group, avalia que o recuo, embora importante e de baixo custo político para o Brasil, não será suficiente. Há outros entraves, como a relutância em reduzir tarifas sobre etanol e a falta de acordo sobre minerais críticos.

O país busca reverter a imagem de "travador" de acordos, mas o ceticismo sobre a efetividade da medida isolada permanece.

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