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Brasileira em Dubai relata interceptação de mísseis

G1

Carla Albuquerque, uma nutricionista brasileira, passou por momentos de tensão durante sua viagem a Dubai. O que deveria ser um passeio tranquilo pelo Oriente Médio se transformou em uma experiência assustadora quando mísseis foram interceptados na cidade. A viagem estava programada para incluir um cruzeiro de sete dias, mas a situação geopolítica na região alterou drasticamente seus planos. Em um relato sincero, Carla descreve como a percepção inicial de um espetáculo no céu rapidamente se transformou em um alerta de perigo. Este relato serve como um lembrete da fragilidade da segurança em áreas de conflito.

A chegada a Dubai

Carla e seu marido desembarcaram em Dubai na sexta-feira, dia 27, com grandes expectativas de explorar a cidade. No entanto, na noite de sábado, 28, a atmosfera festiva foi abruptamente substituída por tensão. A primeira indicação de que algo estava errado veio na forma de mensagens em árabe, alertando sobre a situação. Sem compreender completamente a gravidade do que estava acontecendo, ela saiu para conhecer os pontos turísticos locais, sem imaginar o que estava prestes a acontecer.

A experiência durante o cruzeiro

Na noite do embarque, enquanto desfrutava da piscina do navio, Carla avistou luzes no céu que inicialmente tomou como estrelas cadentes. A ilusão foi rapidamente desfeita quando um salva-vidas brasileiro a alertou sobre a realidade das luzes: eram mísseis sendo interceptados. "Vi um, vi dois, vi três…", relatou, expressando a mistura de assombro e medo que sentiu ao testemunhar a cena.

Alertas e a reação dos passageiros

À 00h31 do domingo, os passageiros do cruzeiro receberam novas mensagens em seus celulares, desta vez pedindo que se abrigassem. A notícia de que o cruzeiro foi cancelado aumentou a ansiedade entre os turistas. O capitão do navio tentou acalmar os passageiros, informando que a mensagem era uma precaução comum do governo. A tensão era palpável, e todos se apressaram para suas cabines, preocupados com a segurança.

Estrondos e fumaça

Na manhã de domingo, Carla e os outros passageiros ouviram um barulho forte que precedeu um estrondo e a aparição de fumaça no céu de Dubai. A nutricionista descreveu a sensação de estar em um filme de ação, mas a realidade a confrontava com a fragilidade da vida. "Essas coisas nos fazem refletir muito sobre como é a vida. Estamos vivos e, em segundos, podemos estar mortos", comentou Carla, ainda em estado de choque.

Reflexões sobre a segurança

Carla mencionou que havia escolhido Dubai por sua reputação de segurança, após pesquisar e conversar com amigos que já visitaram a cidade. A decisão de manter o navio atracado no porto foi considerada mais segura do que navegar em alto-mar, onde poderiam se tornar alvos mais fáceis. A nutricionista revelou que, apesar do susto, as atividades dentro do navio continuaram, com aulas de dança e refeições sendo servidas normalmente, mas ela não pôde deixar de expressar seu desejo de retornar ao Brasil.

A expectativa pelo retorno

Com a previsão de retorno marcada para o próximo sábado, dia 7 de março, Carla e os outros passageiros aguardam ansiosamente a reabertura do espaço aéreo. "O canal está fechado pelo Irã, então não tem como sair e nem voltar para casa", explicou. Enquanto isso, eles permanecem no porto de Dubai, vivendo uma experiência que, embora não planejada, será lembrada como um marco em suas vidas.

Fonte: https://g1.globo.com

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