A Polícia Civil de Rio das Ostras prendeu, na última quinta-feira, 26 de fevereiro, dois indivíduos envolvidos em crimes de exploração sexual infantil e estupro de vulnerável. A operação, conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), resultou na captura de Jaqson Souza do Nascimento, de 42 anos, e Kelvyn Clayton Paixão da Rocha Vieira, de 27 anos. A investigação, que teve início em 2024, revelou um esquema alarmante de aliciamento de crianças para a troca de fotos íntimas, utilizando transferências bancárias via Pix. Os crimes chocam pela gravidade e pelas implicações sociais que trazem para a segurança das crianças na região.
O esquema de aliciamento
Jaqson se apresentava como advogado e estabeleceu um escritório próximo a uma escola, onde abordava crianças com idades em torno de 12 anos. Com a ajuda de Kelvyn, ele realizava transferências financeiras para que os menores enviassem imagens íntimas e conteúdo pornográfico. O modus operandi da dupla envolvia manipulação e coação, criando um ambiente de vulnerabilidade para as vítimas.
Revelações durante a investigação
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência de Jaqson, a polícia encontrou uma criança autista de sete anos. O menino, ao ser questionado sobre o acusado, demonstrou nervosismo e revelou ter sido estuprado por Jaqson, assim como seu irmão mais novo, de apenas quatro anos. Essas informações trouxeram à tona a gravidade dos atos cometidos e a extensão do sofrimento das vítimas.
Histórico criminal
A investigação revelou um passado sombrio de abusos na região. Kelvyn, por exemplo, já havia registrado uma ocorrência em 2012 na 128ª Delegacia de Polícia de Rio das Ostras, acusando Jaqson de estupro. O que é ainda mais alarmante é que, anos depois, a vítima se tornou cúmplice do agressor, colaborando para aliciar novas vítimas e solicitar imagens ilícitas.
Prisão e desdobramentos
Após meses de monitoramento, a dupla foi finalmente detida em Rio das Ostras. A prisão foi realizada com base em mandados por estupro de vulnerável. Atualmente, ambos estão à disposição da Justiça e responderão pelos crimes de exploração sexual infantil, que incluem penas severas. O caso destaca a necessidade de atenção e vigilância em relação à segurança das crianças e adolescentes.
Alerta para a comunidade
O caso em Rio das Ostras serve como um alerta para todas as famílias sobre a importância de monitorar a segurança de crianças e adolescentes, especialmente no ambiente digital. Os responsáveis devem estar atentos a qualquer comportamento suspeito e às interações das crianças com adultos desconhecidos. É fundamental que os pais mantenham um diálogo aberto com seus filhos sobre os perigos que podem enfrentar e incentivem a denúncia de qualquer situação desconfortável.
Orientações para a proteção infantil
Para garantir a segurança das crianças, algumas medidas podem ser adotadas: monitorar transações bancárias e verificar a origem de valores recebidos; estar atento ao círculo escolar e às interações com adultos; manter perfis nas redes sociais em configurações privadas; e observar mudanças de comportamento que possam indicar medo ou desconforto. Em caso de suspeitas, é crucial denunciar às autoridades competentes, como a 128ª Delegacia de Polícia de Rio das Ostras ou o Conselho Tutelar.