O uso de inteligência artificial como o ChatGPT na rotina escolar tem gerado debate: qual o limite entre ferramenta de apoio e substituição do aprendizado? Um especialista alerta.
João Paulo Batistella, executivo de inovação, ressalta a autonomia como crucial. Para ele, copiar respostas prontas resolve a tarefa, mas não garante que o aluno realmente aprenda.
O uso da IA é produtivo quando funciona como apoio. Pedir explicações, dicas ou revisões do próprio raciocínio são formas de usar a tecnologia para avançar, mantendo o estudante ativo no processo.
O risco surge quando a ferramenta faz todo o trabalho, eliminando etapas essenciais como tentativa, erro e organização de ideias. Pais e professores devem monitorar essa relação para que acesso rápido à resposta não seja confundido com conhecimento genuíno.
Batistella enfatiza que o objetivo não é banir a tecnologia, mas garantir que o aluno a utilize sem perder a própria capacidade de pensar. "Quando a tela fecha, o conhecimento precisa continuar com a criança", conclui.