O diretor-geral da BBC, Tim Davie, e a CEO da BBC News, Deborah Turness, anunciaram suas renúncias neste domingo. A decisão ocorre após uma onda de críticas direcionadas à , impulsionada por um documentário controverso sobre Donald Trump e acusações de disseminação de informações falsas levantadas pela Casa Branca.
O programa em questão, exibido próximo às eleições presidenciais de 2024 nos Estados Unidos, continha trechos de um discurso de Trump de 2021, realizado momentos antes da invasão ao Capitólio. A apresentação do material gerou questionamentos sobre a imparcialidade da .
Em comunicado, Davie reconheceu as falhas da BBC: “Como todas as organizações públicas, a BBC não é perfeita, e temos que ser sempre abertos, transparentes e responsáveis.” Ele acrescentou que o debate em torno da BBC News contribuiu para sua decisão de renúncia, assumindo a responsabilidade por erros cometidos.
Turness, por sua vez, expressou em nota aos funcionários que a polêmica atingiu um ponto crítico, prejudicando a imagem da . Embora admita que erros ocorreram, ela rejeitou as alegações de viés institucional na BBC News.
A enfrenta escrutínio constante na imprensa britânica devido ao seu financiamento público, proveniente de uma taxa anual cobrada de todos os domicílios no Reino Unido.
A crise teve início com a divulgação de um relatório crítico elaborado por Michael Prescott, ex-consultor da BBC. O documento acusa a de edição tendenciosa no documentário sobre Trump, alegando que falas desconexas foram combinadas para sugerir um incentivo à invasão do Capitólio. Prescott também criticou a omissão de um trecho em que Trump pedia protestos “pacíficos e patrióticos”.
Adicionalmente, o relatório apontou para um suposto viés anti-Israel na cobertura da guerra na Faixa de Gaza pela redação árabe da BBC e acusou a de militância em questões de gênero. As alegações de Prescott levaram a Casa Branca a classificar a BBC como “100% fake news”.
Fonte: g1.globo.com