O céu do Brasil será palco de um espetáculo cósmico esta semana: a chuva de meteoros Orionídeas. O fenômeno, visível em todo o território nacional, promete iluminar as noites com meteoros rápidos e brilhantes.
O pico de observação da chuva está previsto para as noites de terça para quarta e de quarta para quinta-feira, com o período entre a meia-noite e o amanhecer sendo o mais favorável. A visibilidade é classificada como “excelente” em todo o país.
De acordo com especialistas, os meteoros da Orionídeas são conhecidos por sua alta velocidade, atingindo até 66 quilômetros por hora, e por deixarem rastros luminosos no céu.
O nome “Orionídeas” deriva da constelação de Órion, de onde os meteoros parecem se originar, próximos à estrela Betelgeuse. A constelação de Órion, inspirada no mito grego do gigante caçador, é facilmente identificável no céu noturno pelas Três Marias, um grupo de três estrelas brilhantes em seu centro. Apesar disso, os meteoros podem surgir em qualquer parte do céu. A visibilidade da constelação é boa de norte a sul do país, com uma leve vantagem nas regiões Norte e Nordeste, onde ela se eleva mais alto no céu.
A ocorrência do pico da Orionídeas coincide com a Lua Nova, com apenas 2% de iluminação, o que garante um céu noturno mais escuro e ideal para a observação. Em condições perfeitas, estima-se que seja possível observar entre 15 e 20 meteoros por hora. Não são necessários equipamentos especiais ou conhecimentos específicos para apreciar o fenômeno.
Recomenda-se buscar locais escuros, longe da poluição luminosa das grandes cidades, e apagar luzes próximas para otimizar a observação. A adaptação dos olhos à escuridão leva cerca de 30 minutos, facilitando a visualização dos meteoros.
As chuvas de meteoros são formadas por detritos deixados por cometas. Ao entrarem na atmosfera terrestre em alta velocidade, esses fragmentos se desintegram, produzindo rastros luminosos. No caso da Orionídeas, os detritos são originários do cometa Halley, que visita o sistema solar a cada 75-76 anos.
Os meteoroides, geralmente pequenos, queimam rapidamente na atmosfera, mas alguns dos mais rápidos podem criar o efeito de “bola de fogo”. Fragmentos de rocha espacial que resistem à entrada na atmosfera e atingem a superfície terrestre são chamados de meteoritos.
O estudo das chuvas de meteoros permite estimar a quantidade e o período de maior incidência de detritos na Terra, auxiliando missões espaciais e centros de controle de satélites na proteção de suas naves e equipamentos. Além disso, a análise das propriedades dos meteoros contribui para a compreensão da formação do Sistema Solar e das características dos cometas.
A última vez que o cometa Halley foi observado da Terra foi em 1986. Descoberto em 1705, o cometa possui dimensões de 16 x 8 x 8 quilômetros e é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, refletindo apenas 3% da luz solar que recebe.
Fonte: jovempan.com.br