Um colapso glacial na fronteira entre o Nepal e a China desencadeou enchentes devastadoras na quarta-feira (26), deixando ao menos 362 mortos e mais de 1.400 desaparecidos.
A torrente de água, gelo e lama varreu estradas e edifícios em áreas remotas, mobilizando equipes de resgate em busca de sobreviventes.
O balanço, atualizado nesta quinta-feira (27) pelas autoridades, indica que a maior parte das vítimas e desaparecidos está do lado nepalês, com 359 corpos encontrados e mais de 800 sumidos. No Tibete, foram confirmadas três mortes e 558 pessoas ainda estão desaparecidas.
A catástrofe atingiu uma região de difícil acesso, com uma força capaz de destruir vias de transporte e soterrar veículos. Imagens aéreas revelam a dimensão do desastre, com paisagens modificadas pela lama e pela destruição.
Entre os desaparecidos no Nepal, cerca de 400 são turistas e peregrinos, sendo a maioria estrangeiros de diversas nacionalidades, como indianos, americanos, australianos e britânicos, que estavam na região para caminhadas ou visitas religiosas.
O fenômeno foi inicialmente confundido com um terremoto, mas o Serviço Geológico dos EUA (USGS) confirmou um colapso glacial de magnitude 5.2. Especialistas alertam que o derretimento acelerado dos glaciares do Himalaia, intensificado desde 2000, aumenta o risco de eventos semelhantes, como o ocorrido na região em agosto do ano passado.
As operações de busca e resgate seguem intensas no Nepal e na China, enquanto a comunidade internacional monitora a situação.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br