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Como melhorar a qualidade do sono

Agência Brasil

A qualidade do sono é um tema crescente de preocupação entre os brasileiros. Um estudo realizado pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico revelou que 20,2% dos adultos em capitais e no Distrito Federal dormem menos de 6 horas por noite, abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Além disso, 31,7% da população apresenta pelo menos um sintoma de insônia, com maior incidência entre mulheres. O sono é um aspecto vital da saúde, e entender como melhorá-lo é essencial para o bem-estar geral.

Causas da insônia

Diversos fatores contribuem para a insônia e a má qualidade do sono. Segundo especialistas, a pressão social e as exigências do dia a dia impactam diretamente o descanso da população. A coordenadora de psicologia de um hospital no Rio de Janeiro, Renata Dawhache, destaca que a sociedade contemporânea exige alta produtividade, o que gera estresse e ansiedade. Essa situação é ainda mais acentuada entre as mulheres, que frequentemente acumulam responsabilidades de cuidado com filhos e familiares, além de enfrentarem variações hormonais que podem afetar a qualidade do sono.

Impactos da falta de sono

A privação de sono pode resultar em uma série de problemas de saúde, incluindo cansaço extremo, dores de cabeça, irritabilidade e ansiedade. Segundo Renata, a insônia é muitas vezes associada a momentos de maior pressão na vida, o que torna a identificação e o tratamento da condição ainda mais urgentes.

Higiene do sono

A higiene do sono é um conjunto de práticas que visa melhorar a qualidade do descanso. A psicóloga Renata enfatiza a importância de se desconectar de dispositivos eletrônicos que emitem luz azul, como celulares e TVs, pelo menos uma hora antes de dormir. Diminuir a iluminação do ambiente e garantir um local silencioso também são recomendados para facilitar o adormecer.

Importância de buscar ajuda profissional

Além das práticas de higiene do sono, a busca por profissionais de saúde é fundamental. Problemas como apneia do sono podem exigir avaliação médica e intervenções específicas. A qualidade do sono pode ser ainda melhorada por meio de atividades prazerosas que proporcionem relaxamento, exercícios físicos regulares e uma alimentação saudável.

A influência da alimentação no sono

A nutrição desempenha um papel crucial na qualidade do sono. A nutricionista Fabiola Edde alerta para os alimentos que podem prejudicar o descanso. O consumo excessivo de cafeína, encontrado em bebidas como café e refrigerantes, pode comprometer o sono, assim como o álcool, que inibe a produção de melatonina, o hormônio responsável pelo sono.

Alimentos que promovem um bom sono

Fabiola recomenda evitar alimentos ricos em açúcar e gordura, que podem dificultar a digestão e aumentar a sensação de alerta. Em vez disso, é preferível consumir alimentos que favorecem o sono, como banana, aveia, kiwi e laticínios, que contêm triptofano e magnésio, substâncias benéficas para o descanso. A nutricionista sugere que o jantar seja feito até as 20h e que um lanche leve à noite pode ajudar na qualidade do sono.

O papel do sono na saúde geral

O sono é fundamental para a regulação hormonal, incluindo os hormônios que controlam a fome e a saciedade. A privação de sono pode aumentar a ingestão calórica no dia seguinte e levar a escolhas alimentares menos saudáveis. Portanto, promover uma boa qualidade de sono não é apenas uma questão de descanso, mas uma parte essencial da manutenção da saúde física e mental.

Melhorar a qualidade do sono é um desafio que envolve múltiplos fatores, desde a gestão do estresse e a higiene do sono até a alimentação adequada. Compreender e implementar mudanças nesses aspectos pode ser determinante para alcançar um sono reparador e, consequentemente, uma vida mais saudável.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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