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Conselho da ONU Autoriza Força Internacional em Gaza Rumo à Autodeterminação Palestina

Gazeta Brasil

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira uma resolução que estabelece uma força internacional de estabilização em Gaza. A medida, resultado de extensas negociações diplomáticas, foi aprovada com 13 votos favoráveis e abstenções da Rússia e da China.

A resolução autoriza o envio temporário de uma força internacional a Gaza até o final de 2027. A missão tem como objetivo principal manter a segurança no enclave, proteger corredores humanitários, monitorar as fronteiras com o Egito e Israel e desempenhar um papel no processo de desmilitarização, que inclui o desmantelamento de arsenais de grupos armados não estatais, como o Hamas.

Pela primeira vez, o documento faz referência explícita a um “caminho crível para a autodeterminação e a formação de um Estado palestino”.

Após a aprovação, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou o resultado, descrevendo a decisão como uma das maiores aprovações na história das Nações Unidas e afirmando que o passo trará mais paz ao mundo.

O Conselho solicita que, após reformas na Autoridade Palestina e avanços na reconstrução de Gaza, sejam avaliadas as condições para o início de um processo de reconhecimento formal do Estado palestino.

A iniciativa, baseada em um plano, prevê a criação de uma Junta de Paz como autoridade transitória responsável pela gestão da ajuda humanitária e pela recuperação econômica. Os estados-membros são convidados a participar da Junta e da força multinacional que apoiará uma futura polícia palestina. O mandato permite o uso de “todas as medidas necessárias” para efetivar o desarmamento de Gaza, o que, em termos da ONU, autoriza o uso da força conforme as normas internacionais.

A resolução foi aprovada após um cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

O processo de elaboração do texto envolveu intensas consultas com governos árabes e com a Autoridade Palestina, que declarou apoio formal à proposta.

A resolução provocou resistência. O governo israelense se manifestou contra qualquer menção à criação de um Estado palestino, enquanto o Hamas e outras facções palestinas criticaram a resolução, alegando que ela pode impor uma tutela estrangeira e favorecer os interesses israelenses.

O mandato também prevê coordenação com o Egito e Israel, além da supervisão internacional sobre a administração da ajuda e os esforços de reconstrução. A missão será responsável por treinar forças policiais palestinas, garantir a circulação de mercadorias, manter abertos os corredores humanitários e assegurar a retirada militar israelense conforme os avanços no desarmamento e na estabilização.

Fonte: gazetabrasil.com.br

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