O empréstimo consignado privado dispara no Brasil e transforma o acesso ao crédito para trabalhadores da Região dos Lagos. A modalidade já dobrou de tamanho em um ano, com projeção de crescer 100% nos próximos dois.
Essa expansão acelerada é impulsionada por uma reformulação do governo em 2025, que simplificou a contratação ao eliminar a exigência de convênio prévio. Agora, fintechs e grandes bancos apostam na modalidade para substituir dívidas mais caras.
Com um público-alvo de mais de 47 milhões de brasileiros com carteira assinada, o consignado privado tem um potencial imenso. A baixa penetração, cerca de 20%, é vista como oportunidade, especialmente com a plataforma via eSocial facilitando a disputa por taxas entre os bancos.
As projeções do mercado são ambiciosas, com a carteira de empréstimos, hoje em R$ 140 bilhões, podendo atingir R$ 300 bilhões em apenas dois anos. Especialistas destacam que o principal benefício é a chance de trocar dívidas caras, como cartão de crédito e cheque especial, por juros muito menores, já que o desconto é direto na folha de pagamento.
A tecnologia tem sido crucial nesse avanço. Empresas do setor, como a fintech Youcred, que captou R$ 5 milhões, mira originar R$ 1 bilhão em crédito em um ano, usando inteligência artificial para otimizar processos e reduzir custos, tornando a operação viável em grande escala.
Apesar do otimismo, o setor enfrenta desafios. A inadimplência atingiu 10% em julho, o maior patamar desde 2011. O risco se dá porque o desconto em folha está atrelado ao emprego, podendo ser interrompido em caso de demissão ou troca de trabalho.
Em resposta, as regras foram endurecidas. Uma resolução de abril de 2026 impôs um teto de juros para operações com garantia de FGTS, resultando em uma queda nas concessões mensais logo após sua implementação. O mercado agora busca equilibrar a expansão com a segurança.
A situação segue sendo monitorada, com o mercado financeiro buscando ajustar suas estratégias para garantir a sustentabilidade e segurança dessa modalidade de crédito para os trabalhadores da Região dos Lagos e de todo o país.