O governo de São Paulo implementou um plano de contingência para o abastecimento de água na Grande São Paulo, em resposta ao crescente risco de uma nova crise hídrica. A medida se dá em um cenário preocupante, com o volume armazenado nas represas atingindo 28,7% da capacidade total, o nível mais baixo desde a crise de 2014 e 2015. A região enfrenta o terceiro ano consecutivo de chuvas abaixo da média, intensificando a necessidade de ações preventivas.
O plano estabelece sete faixas de restrição, com medidas graduais de controle que serão acionadas de acordo com o nível dos reservatórios. As ações variam desde a redução da pressão nos encanamentos até a implementação de rodízio no abastecimento em situações extremas. Atualmente, o sistema opera na faixa 3, o que implica na redução da pressão noturna por um período de 10 horas.
As faixas de restrição, definidas pelos níveis dos reservatórios, preveem diferentes ações:
Faixa 1 (abaixo de 43,8%): Revisão das transposições de bacias e campanhas de uso consciente.
Faixa 2 (abaixo de 37,8%): Redução de pressão por 8 horas noturnas.
Faixa 3 (abaixo de 31,8%): Redução de pressão por 10 horas (atual).
Faixa 4 (abaixo de 25,8%): Redução de pressão por 12 horas.
Faixa 5 (abaixo de 19,8%): Redução de pressão por 14 horas.
Faixa 6 (abaixo de 9,8%): Redução por 16 horas, uso do volume morto e fornecimento emergencial para serviços essenciais.
Faixa 7 (nível zero): Rodízio de abastecimento, alternando áreas e garantindo serviços essenciais e residências em situação de vulnerabilidade.
A transição entre as faixas de restrição será determinada após sete dias consecutivos de permanência do índice em uma mesma categoria, e o retorno à faixa anterior ocorrerá após 14 dias. A implementação do rodízio, considerada uma medida extrema, dependerá da autorização do Conselho Diretor da Arsesp.
Independente da faixa de restrição, o fornecimento de água será priorizado para serviços essenciais e residências em situação de vulnerabilidade social, incluindo hospitais, unidades de pronto atendimento, escolas, abrigos, delegacias, presídios e Corpo de Bombeiros.
Além do plano de contingência, o governo anunciou obras para ampliar a oferta de água na região metropolitana, com diferentes prazos de conclusão: Interligação Itapanhaú-Biritiba (dezembro de 2025), Ampliação da ETA Rio Grande (2026), Ampliação da ETA Cotia (2026) e Interligação Billings-Taiaçupeba (2027).
O objetivo é o monitoramento de longo prazo dos reservatórios, acompanhando a sazonalidade, e garantindo que os níveis permaneçam dentro dos parâmetros de segurança definidos na curva de contingência.
Fonte: jovempan.com.br