Dez anos após a abertura da Paralimpíada Rio-2016, o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, se consolidou como peça fundamental. O espaço transformou o Brasil em uma potência mundial no esporte adaptado.
Este megacomplexo, inaugurado meses antes dos Jogos, é hoje uma “fábrica de medalhas”, como descreve o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Ele forma atletas de alto nível e impulsiona a ambição de o país alcançar 500 medalhas históricas.
Considerado o maior centro esportivo da América Latina, o CT oferece em um único local treinamento, competição, hospedagem, alimentação e acompanhamento científico. Mais de 2 mil pessoas circulam mensalmente pelo local, que sedia treinamentos e intercâmbios em 20 modalidades paralímpicas.
O vice-presidente do CPB, Yohansson Nascimento, ex-atleta com seis medalhas paralímpicas, destaca o processo. “Muitas crianças descobrem o CT, começam sem saber nada e evoluem até a seleção principal”, afirma. A nadadora Alessandra Oliveira, campeã e recordista mundial, é um exemplo de sucesso formada no centro.
Com 461 medalhas acumuladas e mais de 70 em cada uma das últimas três Paralimpíadas, a meta do CPB para os Jogos de Los Angeles é ambiciosa: chegar à marca de 500 medalhas, quem sabe até 100 pódios em uma única edição, solidificando o Brasil no topo do esporte paralímpico global.