Comunidades do Rio de Janeiro enfrentam uma nova ameaça: drones com explosivos. A tática é usada por facções em disputas territoriais.
Bombas lançadas do alto atingem casas, deixam pessoas feridas e transformam a rotina, gerando um clima de medo constante.
Relatos de moradores revelam o terror vivido diariamente. Em um dos casos, um homem percebeu a aproximação de um drone com uma granada e alertou a mãe. Pouco depois, o artefato explodiu na rua, evidenciando que nem mesmo dentro de casa há segurança.
As explosões causaram danos severos. Uma bomba caiu sobre o telhado de uma casa, destruindo parte da cozinha e um quarto. Em outra residência, o explosivo atingiu uma árvore, estourando uma janela e expondo o risco à vida de inocentes, como crianças que brincam na região.
Vítimas de estilhaços contam que o barulho das hélices precede o clarão e o pânico. Crianças já foram feridas em festas de rua, forçando os moradores a restringir o uso de espaços públicos e até a improvisar coberturas nas ruas para se protegerem.
A polícia afirma que os drones, antes usados para vigilância, agora lançam explosivos caseiros, as 'bombas tubo'. Feitas com PVC, pólvora, parafusos e cacos de vidro, essas granadas improvisadas se tornaram uma arma letal no conflito por território.
Investigadores já identificaram criminosos operando esses equipamentos. Em um episódio, dois homens foram presos após um drone que lançou explosivo contra um blindado da PM pousar na cobertura de um prédio no Recreio dos Bandeirantes.
Além do terror nas comunidades, a proliferação desses drones representa um sério risco para o espaço aéreo do Rio, com intenso tráfego de helicópteros. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) monitora a situação.
Dados do Disque Denúncia mostram um aumento alarmante no uso desses aparelhos, com relatos crescentes desde 2023, indicando a escalada dessa nova modalidade de violência urbana.
A polícia intensifica a apuração para coibir o uso de drones em ataques e garantir a segurança das comunidades.