A Enel protocolou sua defesa final nesta quinta-feira (23) na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), tentando evitar a cassação de sua concessão na capital e em mais 23 cidades da Grande São Paulo.
A caducidade, medida extrema avaliada pela agência, se deve a um histórico de falhas no fornecimento de energia e gestão de crises.
A distribuidora contesta a avaliação da Aneel, alegando critérios não pactuados e questionando a metodologia de cálculo de restabelecimento pós-apagões. A Enel defende um índice de clientes atendidos em 24 horas superior ao registrado.
Já a Procuradoria Federal junto à Aneel afirma que a metodologia foi consistente. O órgão ressalta que o processo se baseia em um conjunto de falhas graves: tempo de atendimento, interrupções longas, planejamento deficiente e baixa produtividade.
O processo retorna ao relator Fernando Mosna, que elaborará seu voto para a diretoria da Aneel. A decisão final sobre a cassação caberá ao governo federal.