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Conselho de Ética avança: Erika Hilton sob ameaça de cassação

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (11), o prosseguimento de um processo que pode resultar na cassação do mandato da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

A parlamentar é acusada de quebra de decoro por publicações polêmicas em uma rede social, com o Partido Missão solicitando sua retirada do cargo.

A representação teve como base posts de Erika Hilton no X (antigo Twitter), feitos em março. O Partido Missão questiona trechos como "A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa" e "Podem espernear. Podem latir", alegando ofensa a mulheres cisgênero e quebra de decoro.

O relator do caso, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), defendeu a continuidade do processo. Ele argumentou que a imunidade parlamentar não impede o Parlamento de reconhecer excessos no uso da palavra.

Em sua defesa prévia, Erika Hilton pediu o arquivamento e classificou o caso como perseguição política. Ela afirmou que as expressões contestadas eram dirigidas a grupos transfóbicos e opositores, não a mulheres cisgênero.

Parlamentares como Chico Alencar (PSOL-RJ) e Maria do Rosário (PT-RS) reforçaram a defesa, alegando que a fala da deputada foi descontextualizada e visava defender-se de ataques transfóbicos e machistas.

Com o prosseguimento aprovado, a deputada terá um prazo de dez dias úteis para apresentar sua defesa escrita. O Conselho de Ética tem até 40 dias para analisar e votar o parecer final.

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